sábado, 16 de junho de 2012

Cinema: Meio de Educação de Massa (MEM)

O cinema é arte, meio de comunicação de massa e, sobretudo, meio de educação de massa. O que isso significa? Significa que o cinema cumpre o papel de não apenas materializar uma linguagem que sugira, que movimente os elementos gramaticais do cinema para cumprir um efeito prazeroso aos sentidos, nem que o cinema é uma tecnologia que vise plasmar os gostos visuais. O cinema é tudo isso, mas é pricipalmente um discurso que textualiza valores e ideologias e, por conta disso, tem o propósito de persuadir o espectador para que mude o seu comportamento em atendimento a uma dinâmica dentro do tecido social.

A palavra "educar", segundo o diconário de Houaiss (2009), significa:


1) dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade; transmitir saber a;
2) dar ensino a; instruir;
3) fazer (o animal) obedecer; domesticar, domar;
4) Aclimar;
5) procurar atingir um alto grau de desenvolvimento espiritual; cultivar-se, aperfeiçoar-se.

Com isso, podemos dizer que o cinema educa porque possibilita o desenvolvimento da personalidade, transmite saber, domestica e aperfeiçoa a sensibilidade e a cognição de mulheres e homens com um alcance massificador. A escolha de um filme, portanto, é extremamente importante para a formação dos alunos, pois o seu uso, pertinente ao grupo escolar, ajuda enormemente a potencializar as operação mentais para a construção do conhecimento e para uma reflexão mais crítica da experiência sociocultural dos sujeitos. Se o cinema comercial atrai tantos alunos para as salas de cinema, cabe ao professor trazer para a sala de aula esses filmes para identificar, juntamente com os alunos, os aspectos que provocam a adesão do público e se esses aspectos são apenas transportadores ou se eles sedimentam visões que venham interferir nas relações interpessoais.


Questões como: até que ponto os filmes de ação funcionam apenas como condutor de agressividade? Eles não cumpririam a função de retroalimentar essa agressividade?

O cinema, portanto, pode ser arte, meio de comunicação e educação de massas, o que o torna valioso nas aulas de qualquer disciplina. 

É importante que acompanhemos os filmes que hoje são feitos para o público infantil e adolescente para vermos os valores ali veiculados, mas, também, para percebemos as contradições e ambiguidades. Muitos desses filmes tentam manter uma estrutura falocêntrica de poder, mas não conseguem sustentar o poder unidirecional em toda a narrativa. Ou então, seus idealizadores podem querer mostrar a complexidade que envolve as relações de poder e terminam desenhando uma narrativa unidirecional apologética à força bruta.



Em Branca de Neve e o Caçador há uma cena muito emblemática. No momento em que o Troll ataca Branca de Neve e o caçador, há uma clara referência ao poder da beleza associado à mulher que a possibilita sobreviver, pois é por meio dela que o homem (metaforizado pelo monstro) sucumbe e enfraquece (significa dizer também que as mulheres feiam morreriam). Quando o caçador, atingido anteriormente pelo monstro, acorda, ele pega o machado (símbolo fálico) e cambaleando tenta acertar o bicho, mas atinge o vazio. Este momento poderia ser interpretado como um desempoderamento masculino, já que o papel de protetor não era mais necessário. No entanto, esta cena foi feita para despertar o riso na plateia, atenuando a perda do poder, ainda que momentaneamente, do homem. Este enunciado aponta para a dificuldade de retratar o homem fora da função hegemônica de gênero possível apenas como uma piada e não pode ser levada a sério.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Princesinha, de Alfonso Cuarón

Alfonso Cuarón é um diretor mexicano conhecido por ter dirigido um filme instigante e polêmico: O Filho da Esperança (Children of Men), em 2006. Cinco anos depois, dirigiu Convenção das Bruxas (Witches) aproximando-se das narrativas de encantamento da qual faz parte A Princesinha (A Little Princess), 1995.
O filme é baseado no livro de Frances Hordson Bennet, escritora inglesa, autora de outro clássico da literatura infantojuvenil e que também virou filme: O Jardim Secreto, dirigido por Agnieszka Holland, em 1993, um filme que encanta adultos e crianças (exibi aqui em casa e a minha sobrinha de 9 anos gostou muito).
A Princesinha conta a história de Sara (Liesel Matthews) uma menina inglesa que vive na Índia (assim como a protagonista de O Jardim Secreto) em convívio com a natureza e com as narrativas orais. Certa vez, à beira do rio, acompanhdada de um menino e mulher hindu, Sara pergunta se a mulher era uma princesa e ouve da mulher a seguinte resposta: “Toda mulher é uma princesa”. O contato com a cultura oriental e com as narrativas orais fez de Sara uma menina imaginativa, inteligente e corajosa. Mesmo órfã de mãe, o pai, um capitão do exército inglês, tenta criar Sara, mas a Primeira Guerra Mundial o convoca, forçando-o a deixá-la bem instalada em um orfanato em Nona Iorque onde a sua mãe fora criada.


Sara inicialmente tem uma vida de conforto, mas tão logo recebe a notícia equivocada de que seu pai havia morrido, passa a ser tratada como empregada, juntamente com outra criança negra, Becky, ambas agora proibidas de conversar com as meninas da casa. No iníco, Sara tenta infringir as regras e consegue isso com alguma dificuldade, mas com a notícia da guerra e da confiscação dos bens de família, a preceptora a retira do melhor quarto e aloja-a no sótão, cuja varanda fica de frente à varanda do vizinho que irá acolher o pai quando este retornar desmemoriado e cego, devido ao choque traumático da guerra.
Frances Hordson Bennet
Sara constrói laços de amizade com as meninas que acabam se encantando com as suas histórias, melhores do que aquelas inadequadas às crianças (uma crítica da escritora) narradas sem encantamento. Vê-se que a inadequação é muito mais em relação à linguagem do que ao tema, já que as histórias de Sara são também histórias de amor, assim como as narradas em grupo, através do livro, em frente a lareira. No filme, fica clara a intertextualidade com o conto Rapunzel, pois a princesa é trancada em uma torre alta vigiada por um dragão de várias cabeças.
As histórias de Sara também ajudam-na a superar as perdas e as injustiças, buscando alegrar-se e tirar daquela situação momentos positivos que a fizessem sobreviver. A figura misteriosa de um servente indiano morador da casa cuja varanda fica em frente ao sótão de Sara, funciona como uma ponte de ligação cultural entre a Índia e a Europa, uma relação que a literatura infantil conhece muito bem. O indiano quase não fala durante o filme, mas observa a realidade em que vive e vê em Sara uma "princesa", isto é, mesmo na adversidade a menina não deixa de ter gestos nobres, como a generosidade e a solidariedade. Mas, também, sabe fazer uso das palavras para enfrentar a maldade das pessoas. Em uma das situações, ela lança uma praga a uma menina que a maltrata ferozmente e em outra toca à fundo na preceptora quando lhe pergunta se o pai dela nunca lhe havia dito que era uma princesa.
O filme fala de amor e de esperança em tempos de guerra.
Ficha Técnica:
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Richard LaGravanese
Produção: Warner Bros.
Ano: 1995


Elenco principal:
Liesel Matthews (Sara)
Liam Cunningham (Cap. Crewe/Prince Rama)
Eleanor Bron (Miss Minchin)
Rusty Schwimmen (Amelia Minchin)
Arthur Malet (Charles Randolph)
Vanessa Lee Chester (Becky)
Sandeep Walia .... Indian servant

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MEC abre concurso de cinema na escola

Uma ótima notícia!


Finalmente, as escolas da rede pública recebem incentivo para iniciar o aluno a fazer cinema. Falta agora inserir o profissional de cinema na escola de ensino básico para que possa ensinar os alunos. Afinal, como eles vão aprender a usar a linguagem cinematográfica ou de televisão, a técnica? Como eles irão aprender a escrever o roteiro em formato próprio deste gênero? De qualquer sorte, serve como provocação para aqueles que, ao lerem a chamada, se perguntarão: e como vou fazer isso?

Segue um trecho que está na página virtual:
O Concurso consiste na elaboração de roteiros e posterior produção, em formato de curtas metragens, visando estimular a produção escrita dos jovens, fomentando seu desenvolvimento pleno por meio da expressão do pensamento, das ideias e dos sentimentos, aproximando-os das indústrias criativas, tais como, neste caso, o cinema e a televisão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Educar pelo Cinema

O verbo educar é atravessado, desde a sua etimologia latina,  por outros verbos associados à ideia de formação, isto é, dar uma forma, uma estrutura, dispor em uma determinada ordem. Sendo assim, educar alguém (verbo transitivo direto) exige um complemento verbal, mas esse complemento não pode ser inanimado. Afinal, não educamos mesas, bolas, lápis, mas, sim, seres viventes. É possível educar plantas? E cachorro, gato, galinha, urso? Aqui já entramos em outra esfera...

Atribuímos o verbo educar a pessoas, por convenção, pois se por um lado entendemos que podemos criar um cachorro, não aceitamos com a mesma facilidade que podemos instruí-lo, daí recorrermos a outro verbo para estes seres de estimação: adestrar. Este verbo tem o sentido de treinar e remete a gestos repetitivos, usado também entre humanos, mas para aqueles que executam atividades repetitivas como forma de aprimorar certas habilidades. 

Instrução requer uma atividade mais complexa, já que se baseia em aplicar estratégias cognitivas, metodológicas, interativas que levem o sujeito a responder com autonomia aos estímulos oriundos das leituras, das dúvidas, enfim das mediações linguístico-semióticas que chegam aos olhos dos sujeitos.

Uma dessas mediações é o filme ou a narrativa fílmica. Esse gênero textual é responsável por boa parte das leituras de crianças e adolescentes e não podemos deixar de verificar o teor pedagógico contido em cada um dos filmes. Em Alvin os Esquilos 3, por exemplo, em cartaz nos cinemas, há uma eterna discussão entre a relação criança-adulto: até que ponto conferir autonomia aos filhos? O que é obediência e desobediência? Deve-se hierarquizar as relações entre pais e filhos?

No filme, sabemos o quanto David ("pai" e empresário) tem dificuldades em manter os esquilos correspondendo às suas expectativas, principalmente quando ele precisa se ausentar, o que significa dizer viver um pouco, cuidar de si. Em dois momentos do filme, David perde o controle com os esquilos: uma quando ele sai para jantar com o comandante do navio (trata-se de um cruzeiro) e uma outra quando ele resolve aproveitar o sol e dorme na espreguiçadeira. De qualquer sorte, fica a ideia de que longe das vistas do adulto, as crianças fazem sempre alguma coisa que resultará em acidente, um prejuízo para elas ou para os adultos. Um momento interessante dá-se quando Alvin pega um canivete suiço e é advertido por David quanto ao seu uso. Porém, quando se perdem na Ilha, David vê-se obrigado a pedir que Alvin use o canivete para libertarem-se dos perigos. Fica claro que o objeto em si pode ser caminho para um acidente, mas, também para a libertação. Fica também a ideia de que em um determinado momento os pais deverão confiar na competência dos filhos para o exercício de algumas atividades, talvez incutida neles como inapropriadas. O contexto ajudará a definir o que é apropriado ou não.

As animações ensinam por si só às crianças (e aos pais) a pensarem o mundo.  Podemos achar que diante de um filme ou um livro elas não estão pensando, apenas se emocionando, o que não deixa de ser uma forma de "pensar", isto é, de estabelecer nexos que possam ajudá-las a opinar, ajudar a discernir o que é bom ou ruim e a comparar, por contraste, com outras ideias. Mesmo que no filnal, ao passar os créditos, elas deem um pinote e corram para brincar, não significa que nada lhes aconteceu. Em algum momento de sua vida, pode ser uma questão de horas ou décadas, alguma cena, um enunciado será revivido em uma conversa ou atitiude. A questão é identificar de que maneira um filme contribuiu para isso.

Desta forma, o cinema educa porque educar implica em mudar o comportamento, a atitude responsiva das pessoas, de forma profunda e quase surda que nem percebemos, e talvez seja essa a parte mais difícil nos estudos de recepção: perceber de que forma um sujeito ou um grupo de pessoas foram influenciados por um filme ao ponto de mudar a forma de pensar e de agir.

Quantas pessoas adultas aprenderam, foram influenciadas (mudando a forma de ver e ser no mundo) por filmes como: Os incompreendidos, de Françoise Trauffaut, por E o Vento Levou..., de Victor Flemming ou Juventude Transviada, de Nicholas Ray? E, entre os pequenos, cabe a pergunta: qual o papel dos desenhos e filmes da Disney na formação das crianças brasileiras?

Neste final de semana, fiquei sabendo que os meus sobrinhos não tinham visto E.T. Coloquei o DVD e observei que eles ficaram fascinados. Riram e se comoveram com as mesmas cenas que as crianças dos anos 80 - hoje marmanjos com 30 anos - se impressionaram.

O cinema educa pela emoção. A arte educa de uma forma diferente da ciência e nem por isso é menor. É uma maneira diferente de mediar o conhecimento, de fazer com que o sujeito tome consciência de si e do mundo. O cinema leva o espectador a experimentar emoções, põe valores em questão, produz esteticamente uma maneira de ver e ouvir diferente de qualquer outra arte audiovisual, une por meio da narrativa membros de uma comunidade discursiva, explora as possibilidades de transpor o espectador para outros espaços e lugares, enfim, o cinema ensina a escrever a vida por meio de uma linguagem técnica e em diálogo com outras linguagens, daí a sua grande riqueza.

TCCEX

O texto do TCCEX deverá ser dissertativo. Vejam um filme brasileiro dirigido por uma mulher e interpretem-no. É uma oportunidade para verem mais um filme de uma diretora e exercitar a sua observação com base em alguns aspectos que já vimos (neste e no curso anterior): planos, ângulos, trilha sonora, iluminação, estrutura ordem - confrontação - ordem (ainda vou aprofundar sobre isso), construção das personagens (heroi/vilão), discurso do filme (ideologia, veiculação de valores), referências intertextuais, etc.

RETORNO - II CINEMA E MULHER

Voltamos às nossas atividades extensionistas com o II Cinema e Mulher. Temos mais dois dias - 04 e 11 de fevereiro e daí encerraremos esta versão. Não se esqueçam do TCCEX com uma análise sobre um filme dirigido por uma mulher brasileira. Data de envio até 18/02.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Citação de Clint Eastwood

“Na realidade, para mim, a escrita sempre foi a verdadeira forma de arte. Dirigir e interpretar são formas de arte interpretativas. Por isso a escrita é o mais importante”
Clint Eastwood, revista Written By de Nov/Dez 2011 apud João Nunes)


Clint Eastwood é um renomado ator, produtor e diretor de cinema nascido nos Estados Unidos, conhecido por ter dirigido os filmes Menina de Ouro, Gran Torino, Cartas de Iwo Jima, Invictus, A Troca, entre outros.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cinema e Educação

Quando comecei a estudar cinema, a crítica e as teorias fílmicas, iniciei um movimento memorialístico tentando identificar na minha própria formação de que forma o cinema esteve presente. Não resta dúvida de que ele esteve estava presente, mas de que maneira ele se entrelaçou às minhas aventuras cotidianas?

Se eu considerar o cinema como sala de exibição, diria que esta aproximação se deu nos anos 80, quando já era adolescente. Antes disso, tinha ido apenas uma vez à sala escura para assistir Cinderela, da Disney. Mas se considerar que o cinema também é o filme (pode parecer estranho dizer isso), podemos então ampliar essa aproximação, na medida em que nos anos 70 a televisão brasileira trazia em sua programação os clássicos do cinema hollywoodiano. Chopin me foi introduzido pelos dedos de Tyrone Power (talvez nem tenha sido os seus) no filme Melodia Imortal, já a história do amor impossível foi angustiantemente narrado em Suplicio de uma Saudade, tendo como protagonistas William Holden e Jennifer Jones. Sem contar com os musicais de Fred Astaire, Judy Garland, Mickey Rooney, Gene Kelly, Sid Charisse e outros que me fizeram apreciar mais ainda a dança e vê-la com beleza. Havia graciosidade e grandiosidade naqueles gestos quase prefeitos, harmônicos e tão bem sintonizados com o cotidiano das personagens como se não houvesse uma separação entre o simples movimento de andar na rua ao de bailar em uma praça. Não nos importávamos se na hora da cena de amor os atores não se beijassem, mas cantassem. Hoje pode parecer estranho, mas para o gênero e estética daqueles filmes, tais gestos eram até esperados. Os filmes infantis não ficavam atrás: Lassie, com Elizabeth Taylor, aos 11 anos, e Roddie MacDowall com 15, narrava as peripécias de uma cadela (um collie) com seus donos, tematizando a amizade. Na sequência, assisti também O Filho de Lassie cuja temática também era a amizade (o seu dono, vivido por Peter Lawford, tinha se separado do cão por ter sido convocado pelo serviço militar, compreensível já que o filme é de 1943).

Os temas eram variados, embora a procedência dos filmes fosse a mesma: os estúdios de Hollywood. Posso assegurar que a minha geração assistiu muito aos filmes norte-americanos, aos clássicos, além de, no cinema, ter tido contato com os filmes apenas legendados. Hoje eu evito assistir aos filmes dublados, pois não há como substituir a entonação e ritmo de voz de Humphrey Bogart, por exemplo.

Mas o que o cinema ensina mesmo? Ensina uma estética, um jeito de olhar, atitudes, história, cultura, arte, embora não tenhamos consciência disso quando estamos diante da tela (exceto os críticos). O cinema emociona e o faz porque nele algum gesto se materializou, tocando profundamente o espectador. O que lhe causa emoção liga-se ao seu momento, à sua visão de mundo e aos seus valores. As ações das personagens dizem algo que, ao entrar em contato com o mundo sociocultural do espectador, provoca respostas: indignação, dor, raiva, amor, vingança, esperança, conforto, prazer, enfim respostas abstratas que lançam o espectador a atitudes concretas, muitas vezes sutis. As crianças e adolescentes encontram espaço para performartizar, imitar, admirar e, assim, interagir com o mundo.

O cinema ensina a escrever uma história, um tecido feito de imagem, som e movimento, e o crítico ensina a ler essa história a partir de dispositivos analíticos, muitas vezes revelando a artificialidade e a engenhosidade do diretor. Talvez aqui resida uma questão: ao fazer isso, não se está negando o próprio cinema? Eu não tenho respostas para essa pergunta, mas devo dizer que mesmo estudando cinema, analisando a sua linguagem, continuo me emocionando com ele.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DOUTORADO - DMMDC

A versão impressa da primeira avaliação da disciplina Processo de Construção do Conhecimento ministrada pela profa. Lúcia Leiro deve ser entregue no Colegiado do Curso impreterivelmente até o dia 23/11/2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Apontamentos de Cinema - 2

"A relação entre o cinema e o mundo é de tradução"
(STAM)

O 15º capítulo do livro de Stam é dedicado à linguagem cinematográfica e nele o autor traz reflexões sobre a semiótica como uma ciência que passou a fazer parte dos estudos de cinema durante os anos 60-70.

A questão sobre o estatuto do cinema e a conceituação desta linguagem permaneceram ao longo do século XX e ampliaram as indagações sobre a relação entre a linguagem cinematográfica e a linguística, levando a Stam a dedicar-se aos estudos de Metz, um teórico que entrava nos estudos de cinema já com um dispositivo teórico da linguística. Aliás, sobre isso vale a pena destacar que em estudos de cinema muitas análises fílmicas são formuladas com base em teorias vindas de outras áreas do conhecimento.

Stam destaca nos estudos de Metz a sua visão ampla de cinema que envolve uma referência tridimensional: a pré-filmagem (ex.: star system, produçao, roteiro), a pós-filmagem (distribuição, exibição, recepção) e o a-fílmico (localização das salas de exibição, estrutura das salas, o rito que antecede a entrada no cinema, etc).

Neste sentido, reforço a minha ideia de que estudar cinema não significa apenas analisar filmes. Se pensarmos na linguagem de forma ampla, como expressão das práticas sociais e parte constitutiva dessas práticas, entendemos a razão de considerarmos toda a movimentação significativa (ritos) que antecede a leitura do filme, assim como o que viabiliza essa experiência de leitura. Educar pelo cinema corresponde interpretar os gestos necessários para tornar o filme acessível aos espectadores.

Embora Metz trace um paralelo entre a linguagem cinematográfica e a linguistica, ele reconhece que a língua vernacular é natural, isto é, aprendida à medida que se interage com ela, já a linguagem cinematográfica requer um conhecimento prévio da técnica, do conhecimento dos planos, ângulos, do acesso a uma máquina de filmagem, enfim, ela é aprendida como segunda língua, de forma artificial paralela ao vernáculo.

As limitações da análise estruturalista metziana (como outra qualquer) referem-se aos elementos que ficam de fora do processo de sigificação e que são, a meu ver, elucidativos para explicar uma série de questões que foram levadas em consideração no momento da produção do texto. Relegar este elemento contextual retira do plano da significação uma parte constitutiva do próprio texto fílmico, uma vez que nele se encontram os aspectos históricos, sócioculturais, políticos, estéticos e econômicos que influenciaram a seleção dos planos, ângulos e movimentação de câmera, assim como da iluminação, trilha sonora, momento de corte na edição, orientando a própria construção do filme, pois todos esses gestos são realizados por sujeitos históricos.

Apontamentos de Cinema -1

Robert Stam em seu livro Introdução à Teoria do Cinema faz um levantamento das principais teorias que foram se desenvolvendo desde que o cinema foi visto para além de uma máquina de filmar, mas como discurso para as massas. No capítulo 6 do referido livro, Stam trata do "formalismo russo e a escola de Bakhtin". O formalismo, com quem Eisenstein dialogou muito bem a partir da visão cinema-montagem, gerou discussões sobre o cinema enquanto estética, estrutura, convenção e como experiência formal. Para os formalistas, o importante era analisar, explicar a forma de dizer do cinema com base na organização interna de suas estruturas. Neste meio de profundo debate, aprofunda-se as concepções do cinema ora como cinema-prosa, como Eikhenbaum preferia ora cinema-poesia, como pensava Tinianov. Os teóricos do formalismo, portanto, tinham o cimema como uma arte que funcionava "independente da trama" (STAM, 2003, 67).

É importante destacar a diferença que Stam apresenta entre os formalistas e os semióticos. Aqueles estavam mais próximos ao que poderíamos chamar de uma cine-arte, da estética, da poética. Já os semióticos, estavam atrelados à linguística e pensavam em transferir para os estudos de cinema os estudos linguísticos, tentando identificar no texto fílmico o mesmo que se via no texto linguístico: a palavra, a frase, a oração, o sintagma. Deste modo, por meio de contraste, coincidência e comparação se estudaria o texto fílmico, assim como se fazia com o linguístico. É o que Christian Metz irá fazer.

Contrapondo-se ao formalismo, embora dentro do coração do formalismo, a Rússia do século XX, Mikhail Bakhtin faz uma crítica aos formalistas e parte para uma concepção dialética por meio da qual a linguagem geraria no plano da recepção reflexos e refratações, anunciando, deste modo, a importância dos estudos da recepção hoje tão em voga. Para Bakhtin, a historicidade é importante tanto do ponto de vista contextual, isto é, considerando as condições históricas da produção do discurso, quanto dentro do texto, constitutiva, ou seja na relação entre as combinações de textos (memória) citados dentro de um texto, o que ele chama de dialogismo e que Kristeva cunhará de intertextualidade. Apesar do aparente caráter a-histórico da referência a um texto, deslocado de sua formulação anterior, a sua citação, formulação, já é uma ativação da memória de um texto lido em um outro tempo e lugar.

Alguns aspectos da visão Bakhtiniana são importantes na relação cinema e educação porque podemos perceber a inevitável direção a ser dada nos estudos das linguagens, entendendo o cinema como um poderoso artefato fabricante de linguagens que são historicamente reorganizados dentro de uma estrutura ecomômica e de consumo. Basta vermos a mudança radical geográfica, física dos cinemas em Salvador que saíram dos "cinemas de rua" para os de Shoppings, mostrando a estreita relação entre o cinema e o consumo. Poucos permanecem fora dos Centros de Compra e são chamados de cinemas de arte.

Esta mudança foi desoladora para aqueles acostumados a assistirem filmes nas grandes salas, a exemplo do Bristol, do Bahia, o Guarani, e as mudanças dos espaços foram justificados na época por motivos de segurança. No entanto, sabemos que este deslocamento deveu-se a mais uma manobra de sobrevivência dos cinemas, transformando-o claramente em consumo. As pessoas consomem cinema como consomem um saco de batatas fritas do McDonald's ou Bob's.

É importante, ao pensarmos na díade cinema e educação, percebermos a estrutura na qual o cinema se movimenta porque elas estão entrelaçadas: forma e conteúdo, dialeticamente. Assim, estudar cinema e a educação pelo cinema, seja na forma escolarizada ou não, deve-se abarcar a história do cinema europeu, norte-americano, latino-americano e baiano, assim como a cotidianidade vivida por aqueles que vão ao cinema e fazem dele uma parte de sua realidade.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

1ª Mostra Social de Documentários.

Recebi esta mensagem pelo e-mail e repasso aqui para vocês:
Olá, gostaria de divulgar a 1ª Mostra Social de Documentários. Os vídeos documentários foram produzidos pelos alunos da Faculdade Social pela matéria de Telejornalismo ou fruto de Trabalhos de Conclusão de Curso. Se realizará nos dias 8 (das 8h e 30 até 12 h), 9 e 10 (18h e 30 até 22 h) de novembro no Auditório do colégio Isba em ondina. Além da reprodução dos docs, o evento também contará com bate-papo com os realizadores e palestras de abertura e encerramento com os cineastas Danilo Scaldaferri e Amaranta Cesar. Para maiores informações visitem o blog http://www.mostrasocialdedocs.blogspot.com/. Sigam-nos no TWITER @MostraSocial e no FACEBOOK http://www.facebook.com/pages/Mostra-Social-de-Document%C3%A1rios/172307249518070?sk=info.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

OLHARES DA II JORNADA PEDAGÓGICA

A II Jornada Pedagógica do DEDC, Campus I, começou ontem com muita energia. A comissão organizadora estruturou muito bem o evento que, por sinal, pela especializaação das tarefas tão bem delimitadas e cumpridas ganhou contornos de evento nacional. Além das oficinas, muito bem participadas, ouvimos a conferência minsitrada pelo prof. Dr. Pedro Demo, da Universidade de Brasília, que nos falou da educação contemporânea, da relação professor-aluno, das competências do professor frente às novas tecnologias, do currículo, de política educacional, do Ensino à Distância, enfim tópicos da educação que está na pauta de muitas discussões acadêmicas.

Neste evento, propus uma oficina sobre Cinema e Educação face à necessidade de discutirmos sobre a relação entre cinema e escola, cinema na escola como análise fílmica e produção fílmica, linguagem cinematográfica, entre outros aspectos específicos desse diálogo que se pretende interdisciplinar.

Como produto da oficina, os cursistas elaboraram um painel com as atividades sobre planificação e angulação. Eles procuraram em revistas antigas fotos e as classificaram quanto ao ângulo e plano. Em breve, postaremos alguns registros fotográficos desse encontro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cinema e formação de público

A chamada da Rede UCI Orient para assegurar a bilheteria do filme Amanhacer - Parte I, da Saga Crepúsculo, envolve uma estratégia de marketing  que começa pela oferta de venda antecipada dos ingressos para a primeira semana de exibição. O filme será lançado no dia 19 de novembro, mas a construção da expectativa também faz parte dos negócios.

Além de vender ingressos antecipados, a rede UCI Orient também busca cativra o público com uma noite de estréia, no dia 18, à meia-noite e um minuto (na verdade dia 19). Além dessas estartégias, a rede irá distribuir pôsteres do ator Taylor Lautner autografado, mas com quantidade limitada. São três estratégias bem definidas com o propósito de que o espectador se sinta privilegiado: a da venda antecipada, a da noite de estréia em sessão especial supostamente antes da data oficial (mas não é, já que o "um minuto" já coloca a pré-estréia no dia oficial do lançamento, impedindo maiores desgastes com as concorrentes) e a oferta limitada do pôster autografado por um dos atores, tentando motivar o espectador a ir rapidamente ao cinema.

Embora vise a massificação, o discurso hegemônico escamoteia esse traço ideológico do discurso e lança  mão, paradoxalmente, do contrário, o da individuação.  

domingo, 2 de outubro de 2011

OFICINA CINEMA E EDUCAÇÃO

Durante a II Jornada Pedagógica, organizada pelo Departamento de Educação, Campus I, Salvador, estarei minsitrando a oficina Cinema e Educação. Neste momento, estarei exibindo, como momento inaugural da oficina, um vídeo com alguns registros do I Curso Cinema e Mulher.

sábado, 1 de outubro de 2011

2º Festival de Cinema Universitário da Bahia

Entre os dias 15 e 18 de março, Salvador se transforma na capital do cinema universitário brasileiro. Isso porque começa o 2º Festival de Cinema Universitário da Bahia. Esse ano o festival vai dar mais de 14 mil reais em prêmios. Para participar, acesse o site www.unijorge.edu.br/festivaluniversitario e faça sua inscrição até o dia 07 de novembro. 

INTERCULTE - UNIJORGE

VI ENCONTRO INTERDISCIPLINAR DE CULTURA, TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃOAgenda Brasileira: Questões Contemporâneas
CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO
18, 19 e 20 de outubro de 2011


ENVIE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO E PUBLICAÇÃO:
As inscrições só poderão ser feitas através do site http://www.unijorge.edu.br/ . Após o preenchimento do formulário de inscrição será gerado boleto bancário, que terá um prazo limitado para quitação. Sendo assim, emita o boleto apenas quando for realizar o pagamento. Acesse o link abaixo e preencha os dados solicitados. As inscrições para os minicursos podem ser realizadas on-line e estão condicionadas ao número de vagas disponíveis.
Serão aceitos resumos e papers enviados para o e-mail interculte@unijorge.edu.br até 05/10/2011, de acordo com a tipologia e formatação descritas no edital.


Valores:
Minicurso - R$ 10,00
• Alunos da UNIJORGE como ouvinte- R$ 20,00
• Aluno da UNIJORGE com apresentação de trabalho - R$ 25,00
• Profissionais e alunos de outras Instituições como ouvintes - R$ 35,00
• Profissionais e alunos de outras Instituições com apresentação de trabalho - R$ 40,00
• Professores da UNIJORGE - isentos de pagamento.


Os trabalhos para publicação nos anais poderão ser encaminhados na forma de resumo ou paper, conforme especificado a seguir.


O resumo deverá ter um mínimo de 200 e um máximo de 500 palavras. Devem ser redigidos em português, com até 01 página. Não poderá conter referências bibliográficas, gráficos, tabelas ou imagens. O arquivo deverá ser encaminhado em formato Word.

Título - fonte Arial, 12, negrito. Três palavras-chaves. A identificação do(s) autor(es) deverá iniciar pelo primeiro nome, seguido dos sobrenomes, sem abreviaturas, tendo somente a primeira letra de cada nome em maiúsculo; para cada autor deverá ser indicado o nome da Instituição, Departamento, Cidade, Estado e País.

Corpo - fonte Arial, 11, espaço entre linhas 1.5, respeitando o número máximo de palavras e páginas especificado. No rodapé da página indicar o nome das instituições financiadoras, quando for o caso.


PAPER Clique aqui para ver o modelo
O paper deverá ter no mínimo 2.500 e no máximo de 4.000 palavras. O número máximo deverá ser de dez páginas, incluindo os gráficos, tabelas, imagens PB. Deverá ser encaminhado em formato Word. O paper que não seguir as regras descritas neste item serão eliminados automaticamente.

A apresentação do paper com o número máximo de dez páginas deverá ser formatado de acordo com as regras descritas a seguir:

Título - fonte Arial, 12, negrito. Três palavras-chaves. A identificação do(s) autor(es) deverá iniciar pelo primeiro nome, seguido dos sobrenomes, sem abreviaturas, tendo somente a primeira letra de cada nome em maiúsculo; para cada autor deverá ser indicado o nome da Instituição, Departamento, Cidade, Estado e País.

Referências bibliográficas - fonte Arial, 10 - conforme indicações nas normas da ABNT.
A fim de criar um espaço de convergência e discussão de questões de variadas áreas do saber, o Centro Universitário Jorge Amado realiza evento voltado prioritariamente à participação de alunos, professores e pesquisadores de diferentes áreas e instituições. Trata-se do VI Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação - INTERCULTE, de 18 a 20 de outubro de 2011 em Salvador - Campus Paralela.

Fonte: http://www.unijorge.edu.br/noticia_exibir.asp?cod=732

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PROGRAMAÇÃO FEMININO PLURAL - ESPAÇO UNIBANCO

FORTALEZA – 15/09 – 22/09
SALVADOR -  22/09 – 29/09
JOÃO PESSOA – 29/09 – 06/10

Sempre às 19h

22/09 – Abertura

“L”  - 35mm
Dir. Thaís Fujinaga / SP / 21’ / COR / 35MM / 2011
Teté tem 11 anos e odeia os seus pés. Há algum tempo, desenvolveu o hábito de usar sapatos muito menores. Quando conhece Héctor, um simpático descendente de chineses, ela passa a ver seu complexo sob um novo ângulo.

” O mundo de Raul”  - digital
Dir. Jessica Rodriguez Sanchez e Horizoe Garcia / CUBA / 22’ / COR / VÍDEO / 2010
Raúl mora numa cidade pequena. É um trabalhador exemplar, bom filho e bom vizinho. Parece encarnar perfeitamente o modelo de Homem Novo criado pela Revolução Cubana. Mas ele oculta um segredo.

“Museu dos corações partidos” -digital
Dir. Inês Cardoso / SP / 15’ / COR / VÍDEO/ 2010
Todo o rompimento amoroso implica numa sensação de perda da própria consciência de si. O Museu dos Corações Partidos coleta depoimentos anônimos via Skype, como matéria poética para esta cartografia amorosa.


“A Feira – Patrimônio Imaterial
Dir. Fabíola Aquino Coelho / BA / 5’/ DOC / COR/ VÍDEO / 2011
O documentário conta os problemas vividos pelos feirantes na antiga feira de Água de Meninos, na década de 60, e como hoje em 2011 essa realidade se repete para os 3 mil comerciantes da Feira de São Joaquim, maior mercado ao ar livre do Brasil.


23/09 – PGM 3

Dez Elefantes – 35mm
Dir. Eva Randolph
RJ / 14’ / COR / 35MM / 2008
Clara tme 8 anos e mora com a mãe e o irmão no campo. As crianças brincam de pique-esconde. Clara está escondida no galinheiro.

Espalahadas pelo ar  -35mm
Dir. Vera Egito
SP/ 15’ / COR / 35MM / 2007
Na escada de serviço de um edifício, meninas fumam escondido. Para eitar que o cheiro as denuncie, tirma as roupas. Desse encontro, pode surgir a liberdade.

Pedra Bruta – 35mm
Dir. Julia Zakia
SP /  8’ / COR / 35MM / 2009
Há lugares em que a arte tem de se tornar uma forma de combater a guerra.

Handebol – 35mm
Dir. Anita Rocha da Silveira
RJ/ 19’ / COR /35MM / 2010
Bia é uma garota como tantas outras: gosta e rock, handebol e sangue.


Carreto – 35mm
 Dir. Marília Hughes e Cláudio Marques
BA / 12’ / COR / 35MM / 2009
Tinho presta serviços com seu inseparável carrinho de mão. Um dia, conhece Stephanie. Para retribuir um presente dela, imagina um plano.


Um ramo -35mm
Dir. Juliana Rojas e Marco Dutra
SP / 15’ / COR/ 35MM / 2007
Clarisse descobre uma folha crescendo em seu braço.

24/09 – PGM FALE SEM MEDO – programa inteiro timeline

O filme de Jacco -
Dir. Daan Bakker / Holanda / 17’ / COR / VÍDEO  / 2009
E ação! Jacco é diretor, locutor e editor de seus filmes. Se mamãe e papai começarem a discutir de novo, ele rebobina o filme e acrescenta uma nova trilha sonora.

Luchadoras
Dir. Benet Román / México / Espanha / 13’ / COR / 35MM / 2009
Filmado na Cidade do México e no estado de Zacatecas, o filme relata as cirscunstãncias, dificuldades, desafios e preocupações que as mulheres mexicanas enfrentam hoje: pobreza, fome, machismo, migrações, desigualdade social e violênia.

Homem Furioso
Dir. Anita Killi / Noruega / 20’ / COR / 35MM / 2009
Há segredos que não deveriam ser segredos. Quando a mamãe-peixe morre, Boj está farto e encontra força em sua própria fantasia para ir além.

A noivinha
Dir. Leslaw Dobrucki – Polônia / 14’ / COR / VÍDEO / 2010
Uma garota turca é enviada à Alemanha e forçada a se casar aos 13 anos. Logo depois, seu inferno começa. Ela é espancada e abusada de várias formas. Depois de vários anos, ela consegue fugir e se esconde até agora. Só por isso ela é capaz de nos contar a história de sua vida.

Espere por mim
Dir. Daniel Galo / México / 5’ / COR / VÍDEO / 2010
Para enfrentar a dureza da vida, Agustina se vale do amor que compartilha com o neto.

A ordem das coisas
Dir. César Esteban Alenda e José Esteban Alenda / Espanha / 19’ / COR / VÍDEO / 2010
A vida de Julia acontece na banheira. Gota a gota, ela vai reunir coragem para mudar a ordem das coisas.



25/09 – PGM 2

Joyce  - 35mm
Dir. Caroline Leone / SP / 14’/COR / 35MM / 2006
Joyce sonha com o amor, a felicidade e em ser dançarina na TV. Ao encontrar o rapaz por quem está apaixonada, decide entregar sua carta de amor.


Teresa – 35mm
Dir. Paula Szutan e Renata Terra Cunha / SP / 18’/COR / 35MM /2009
Teresa vem a São Paulo para realizar o sonho do casamento. Mas é obrigada a mudar de planos quando se vê diante de uma realidade bem menos romântica.


Sexo e Claustro - digital
Dir. Cláudia Priscilla / SP / 13’/ COR / 35MM / 2005
Documentário feito na Cidade do México, sobre uma singular personagem e seus sentimentos a respeito de sexo e religião.


Sistema Interno - digital
Dir. Carolina Durão / SP/ 17’/ COR / VÍDEO / 2007
De vez em quando todos os olhos se voltam pra mim...

Estação - digital
Dir. Marcia Faria / SP / 15’/ COR / VÍDEO / 2010
Inês sonha ser atriz e vai para São Paulo ser figurante de uma novela. Mas, sem lugar para ficar, acaba morando alguns dias no Terminal Rodoviário do Tiête.

Sweet Karolyne - digital
Dir. Ana Bárbara Ramos / PB / 15’/ COR / VÍDEO/ 2009
Nem Elvis nem Jarbas. É tudo uma grande invenção.



26/09 – PGM 1

Olhos de Ressaca – 35mm
Dir. Petra Costa / SP / 20’/ COR / 35MM / 2009
Vera e Gabriel, casados há 60 anos, divagam sobre a própria história e, em seu rememorar, imagens de arquivo familiar se confundem com imagens do presente.


Visita Íntima – 35mm
Dir. Joana Nin / SC / 15’ / COR / 35MM / 2005
Amor em condições especiais: mulheres livres que dedicam a vida a homens presos. Muitas delas conheceram o marido na cadeia.


O menino e o bumba - digital
Dir. Patricia Cornils / SP / 13’/ COR /35MM / 2007
Paulo César é louco por ônibus desde os 9 anos. Essa obsessão determinou os rumos de sua vida.

O nome dele ( O Clóvis) – 35mm
Dir. Felipe Bragança e Marina Meliande /RJ / 15’ / COR / 35MM / 2004
Se conheceram no verão, debaixo de chuva. Um filme de Carnaval e silêncio.


Duelo antes da noite – 35mm
Dir. Alice Furtado / RJ /20’/ COR / 35MM / 2010


27/09 – PGM 4

Rio de Mulheres – 35mm
 Dir. Joana Oliveira e Cristina Maure  / MG /  20’ / COR / 35MM / 2009
Em um ambiente muito árido, onde a água é escassa, mulheres vivem suas vidas em meio a crianças e outras mulheres.


Menino Aranha - digital
Dir. Mariana Lacerda / SP / 13’ / cor / 35mm / 2008
Menino –aranha: uma real lenda urbanda contada na Recife do final da década de 1990.

Trecho – 35mm
Dir. Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr. / MG /  16’ / COR / 35MM / 2006
Diário de caminhada de Libério de Belo Horizonte a Recife. Lembranças e questionamentos do personagem se mostram transformados pelo passar do tempo, pela paisagem e pela própria experiência do filme.


Se meu pai fosse de pedra - digital
Dir. Maria Camargo /RJ / 19’/ COR / VÍDEO / 2009
O escultor Sergio Camargo morreu há 19 anos. Se os ossos que restaram na sepultura são seus restos mortais, seriam as esculturas seus “restos vitais”? O que é transitório e o que é duradouro? A filha do artista confronta o artista e o homem.

Geral – 35mm
Dir; Anna Azevedo / RJ / 15’ / COR / 35MM / 2010
O palco é a geral do estádio do Maracnã. Em cena, os torcedos conhecidos como geraldinos num espetáculo de êxtase, fúria, alegria e dor.



28/09 – PGM 5

As coisas que moram nas coisas – 35mm
Dir. Bel Bechara e Sandro Serpa / SP / 14’ / COR/35MM / 2006
Enquanto acompanham seus pais, que trabalham como catadores de lixo, tr~es crianças atribuem novos significados aos objetos descartados pela cidade.

Cocais, a cidade reinventada – 35mm
Dir. Inês Cardoso / SP / 15’ / COR / 35MM / 2008
A história da cidade que se reinventou através de um filme, ou a história de um filme que foi inventado por uma cidade.

Instantâneos – x??
Dir. Andrea Capella e Peter Lucas / RJ /15’/ 35MM / 2009
O retrato de uma noite do último fotógrafo de bares da Lapa.

Solitário Anônimo - digital
Dir. Debora Diniz / GO /18’/ COR/ VÍDEO / 2007
Um idoso deitado na grama à espera da morte. No bolso, um bilhete anunciava ser de terras distantes. Seu desejo era morrer solitário e anônimo.


Muito Além do Chuveiro - digital
Dir. Poliana Paiva / RJ / 17’ / COR/ VÍDEO / 2008
A febre do karaokê: pessoas soltam os demônios na noite do Rio de Janeiro. Histórias de catarse, alegria e amizade.


29/09 – SESSÃO ENCERRAMENTO

“UMA PRIMAVERA” de Gabriela Amaral Almeira – SP – 15 min.

“CÃO” de Íris Junges – SP 19 min.

“PRAÇA WALT DISNEY”  de Sergio Oliveira e Renata Pinheiro – PE – 21 min.

“CORES E BOTAS” – de Juliana Vicente – SP – 15 min.